“Vida de CEO: Entre PowerPoint e Plot Twist”

Nos doramas, ser CEO é praticamente ter um superpoder financeiro: o personagem não tem “dinheiro”, tem infinito. Eles vivem em coberturas gigantescas com vista panorâmica, chegam de carro de luxo com motorista, trocam de roupa cara a cada cena e ainda parecem ter tempo (e saldo) para comprar a empresa rival só por orgulho ferido.

O exagero faz parte do charme: jantar casual é em restaurante caríssimo, presente simples é relógio de marca, e qualquer problema se resolve com um cheque ou uma transferência milionária. Isso cria a fantasia de que todo CEO é jovem, lindo, riquíssimo e dono de metade da cidade, quando na vida real a maioria está mais preocupada com boletos, relatório trimestral e convencer investidores do que com helicóptero pousando no topo do prédio.

Vida real x Drama

O fenômeno dos doramas (séries de TV asiáticas, principalmente coreanas) ganhou força global e hoje movimenta partes relevantes do mercado financeiro ligadas à indústria do entretenimento. O crescimento das plataformas de streaming impulsionou a demanda por conteúdo asiático, aumentando receita de produtoras, emissoras e grandes conglomerados (como os chaebols coreanos) listados em bolsa. Além disso, doramas fortalecem o “soft power” da Coreia do Sul e de outros países asiáticos, estimulando turismo, consumo de marcas mostradas nas séries, cosméticos, moda e produtos culturais, o que impacta diretamente empresas desses setores. Para investidores, o sucesso dos doramas se traduz em novas oportunidades em mídia, tecnologia, publicidade e consumo, tornando esse nicho um componente cada vez mais observado nas estratégias ligadas à economia da atenção e ao mercado de streaming global.

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